A primeira versão do Plano Nacional de Saúde (PNS) 2011-2016 está em discussão pública.
Neste artigo poderá visualizar e comentar um dos capítulos das Estratégias para a Saúde (consultar índice) referente ao Eixo Extratégico: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde.
Está dividido em 6 sub-capítulos: Princípios; Situação Actual; Orientações e Evidência; Visão para 2016; Quadro Sinóptico das Acções e Recomendações; e Acções e Recomendações.
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Visualize o capítulo:
- Equidade e Acesso adequado aos Cuidados de Saúde – PNS 2011-2016 (versão 16/03/2011)




Re.: Eixo Estratégico: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde
29 29UTC Julho 29UTC 2011 às 23:44 | manuela diz:
Acho necessário definir-se face a utentes esporádicos, quais os cuidados que podem ter num outro centro de saúde. Todos sabemos e reconhecemos as despesas inerentes á saúde (material utilizado, recursos humanos, viaturas…) seria pois necessário uma melhor gestão. Passo a exemplificar, uma pessoa que vem passar férias e deseja actualizar vacinas, porque não aguarda para agendar no seu centro de saúde com o seu enfermeiro de família? é necessário informar população que o material requisitado tem como ponto de partida os utentes inscritos em determinado local. Em questões de acessibilidade, é muito útil a marcação de consultas medicas por internet. Ocorrem alguns erros no programa informático q permite marcação de consulta PF ou SM aos homens. Necessário formação a administrativos acerca de acolhimento e boas práticas. Necessário informar utentes através de campanha em meios de comunicação acerca dos diversos recursos ao dispor: UCSP, USF, UCC, ECCI, POIS HÁ UM GRANDE DESCONHECIMENTO INCLUSIVE DE PROPRIOS PROFISSIONAIS. Necessária uma taxa para intervenções em enfermagem. Necessário disponibilizar SINUS para visualização de estado histórico vacinal a nível nacional, diminuindo custos com milhares de cartas para convocar utentes e que muitas vezes vêm devolvidas por endereço insuficiente. Necessidade de cruzamento de dados com CENSOS, pois as pessoas insistem em manter moradas falsas sem contactos telefónicos, sendo por vezes necessário contactar para avisar de mudança de data da consulta por ausência de profissional de saúde sendo impossível de realizar tal acto. Necessidade de incutir cultura de avisar que utente irá ser impossível comparecer a consulta agendada, possibilitando desta forma consulta a outras pessoas. Necessidade de transparência e clareza nos dados das diversas unidades, pois só assim existe verdadeira equidade nos cuidados. Passo a exemplificar, num determinado quadro resumir nº de utentes inscritos, nº de médicos, nº de enfermeiros, nº auxiliares, nº atendimentos efectuados por trimestre, indicadores, ganhos em saúde, metodologia de trabalho. Verificar existência de boas práticas e multiplica-las. Nunca esquecer que para haver humanização nos cuidados é necessário mais recursos humanos, pois só dessa forma há um verdadeiro investimento de forma a colocar o cidadão no centro de todas as atenções. Exigir formação aos profissionais, de modo a prestarem cuidados de qualidade e segurança. Promover reuniões cientificas com cursos online. Existência de cruzamento de dados com registo civil e outros de forma a “actualizar listagens quer com óbitos, quer com nascimentos, transferências, evitando duplicação de inscritos em varias unidades de saúde. Existência de segurança nos centros de saúde, devido ao aumento de nº de toxicodependentes problemáticos, doentes alterados psiquicamente que podem inclusive tornar-se agressivos para demais utentes. Rever papel das autarquias face aos transportes nas regiões de interior. Bom trabalho.
Re.: Eixo Estratégico: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde
1 01UTC Dezembro 01UTC 2011 às 23:53 | João Dias diz:
De acordo com as orientações técnicas da DGS os homens sem qualquer limite de idade podem inscrever-se em consultas de Planeamento Familiar assim como as mulheres em idade fértil até aos 54 anos. Os homens devem inscrever-se em consultas de Planeamento Familiar, ou o planeamento familiar é contracepção feminina e citologias? Então e a vivência da sexualidade, preparação para a maternidade e PATERNALIDADE responsável, redução da incidência de ITS, orientar casais com dificuldades sexuais, com problemas de infertilidade?
Re.: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde
21 21UTC Março 21UTC 2011 às 10:22 | Gonçalo Santinha (Universidade de Aveiro) diz:
A elaboração do PNS 2011-2016 é uma excelente oportunidade, não só para traçarmos um quadro de referência analítico e estratégico capaz de fazer face a um conjunto de desafios que actualmente a sociedade enfrenta, mas também para promovermos uma alteração na forma como tradicionalmente a temática da saúde (óptica sectorial) é considerada à margem de outras dimensões, designadamente a territorial (óptica transversal).
O capítulo “Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde” refere, e bem, a “organização territorial” enquanto estratégia e recurso de promoção do acesso. Contudo, não deixa de ser uma menção superficial e redutora face ao potencial que a dimensão territorial pode acrescentar às políticas da saúde.
O próprio título do capítulo suscita a abordagem de duas questões (distintas) que se relacionam com a temática do ordenamento do território: i) equidade no acesso aos cuidados de saúde e ii) equidade na saúde.
No que respeita à primeira, o acesso aos cuidados de saúde depende de várias determinantes, seja do lado da procura (eg atributos dos utilizadores), seja do lado da oferta (eg tipo de serviço e de cuidados, local…). Neste âmbito, há vários estudos que mostram que os territórios com menor densidade populacional são penalizadores para as suas populações no acesso aos cuidados de saúde, dadas as distâncias, a oferta de meios de transporte alternativos e os tempos de deslocação.
No que respeita à segunda, é possível verificar que a oportunidade de cada cidadão alcançar o seu potencial de saúde (para além do acesso aos cuidados) pode também divergir geograficamente. A título de exemplo, ambientes urbanos que reduzam a possibilidade e a vontade de deslocação por meios suaves ou via transportes públicos, resultam numa crescente utilização do automóvel, com consequências do ponto de vista ambiental, económico, social e da saúde pública, não só resultante do incremento da poluição visual, sonora e atmosférica, mas também devido às consequências físicas e psicológicas que o sedentarismo provoca no indivíduo.
Estas duas questões constituem bons exemplos sobre como a dimensão territorial pode e deve assumir um maior destaque neste PNS 20011-2016, seja do ponto de vista analítico, seja ao nível das orientações.
Por outro lado, a dimensão territorial vem também introduzir valor acrescentado à relação equidade/eficiência na formulação de políticas da saúde. A introdução desta dimensão implica ultrapassar as debilidades conhecidas de uma visão estritamente sectorial; implica optar pelo desenvolvimento de intervenções integradas de base territorial, com o envolvimento de várias áreas (ambientais, sociais, económicas…) e diversos agentes, trabalhando em parceria em torno de uma visão conjunta e partilhada. Como tal, afigura-se indispensável uma forte articulação entre os domínios da saúde e do ordenamento do território, respectivos agentes e instrumentos, nas diferentes escalas territoriais.
Re.: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde
10 10UTC Fevereiro 10UTC 2011 às 11:29 | Casimiro Dias (OMS - Europa) diz:
Com base no trabalho desenvolvido por Marmot ao nível Global, Europeu e na Inglaterra, pretendia destacar três pontos importantes sobre Equidade com implicações na estratégias a desenvolver
» Primeiro, o conceito de gradiente social, através do qual se reconhece que as desigualdades em saúde, nomeadamente doença e morte prematura, não afectam uma minoria desprivilegiada, mas a maioria da população;
» Segundo, os importantes custos de “não fazer nada “ para reduzir as desigualdades em saúde;
» Por último, as medidas de combate a desigualdades em saúde implicam a integração de diferentes sectores, sobretudo: cuidados de saúde, cuidados sociais e saúde pública.
Visualize o comentário na integra que segue em anexo.
http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2011/02/Comentarios cap equidade e acesso-2.pdf
http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2011/02/Interim First Report on SDH-1.pdf
Re.: Equidade e Acesso Adequado aos Cuidados de Saúde
28 28UTC Dezembro 28UTC 2010 às 17:33 | Maria Cabral (RAA) diz:
Sou dos Açores, no entanto por ter uma doença neuromuscular rara, na qual a região não dispõe de especialistas, desloco-me a Lisboa para tratamentos e consultas. Nos termos do ja antigo sistema de apoio ao doente deslocado poderia ir a expensas do sistema regional de saúde, no entanto ja o tenho dito, que tal como a saude não é totalmente gratuita, também aqui deveria, por uma questão de justiça social, existir diferenciação nos apoios a estes doentes deslocados. Porque custa-me imenso, como pessoa (não rica, mas remediada apenas) receber do Governo Regional exactamente a mesma comparticipação na passagem aérea e na diária que recebe uma pessoa pobre e sem qualquer apoio… vivi bem de perto a relidade do doente açoriano pobre e doi muito. A nós remediados não custa nada, até aceitaria a ajuda a que tenho direito, e que preciso receber, apenas consoante o nosso rendimento. Fica aqui a minha proposta já antiga, que sei deveria ser canalizada para o Governo Regional, mas já por várias vezes exprimi a minha opinião e não faz eco.
Obrigada.
Bom 20011, com Boa Saude!